sábado, 25 de junho de 2016

VENEZA, apenas imagens entre o céu e o mar.



VENEZA, apenas imagens entre o céu e o mar.







O nome é derivado do antigo povo veneti, que habitou a região até o século X a.C. A cidade foi a capital da históricaRepública de Veneza e é conhecida como o "La Dominante", "Serenissima", "Rainha do Adriático", "Cidade da Água", "Cidade Flutuante" e "Cidade dos Canais". A República de Veneza foi uma grande potência marítima durante a Idade Média e o Renascimento, além de ser uma ponto de parada para as Cruzadas e a Batalha de Lepanto, bem como um centro comercial muito importante (especialmente de produtos como sedafibra e especiarias) e artístico entre o século XIII até o final do século XVII. Tamanha importância fez de Veneza uma cidade rica em quase toda a sua história.



 Encontrou a primeira riqueza na produção do sal.


Pérola bizantina. Bela cidade liberta das garras da Inquisição e do atraso.




República de política e arte.










 Admira-me tanto o mar quanto ao céu, as nuvens voluptuosas.





La Serenissima, título roubado a Maria.











Um poema escrito com as tintas das águas.









Sobre palafitas submersas foi construída e perdura até os dia de hoje.




Beleza Veneza, única no mundo.



quinta-feira, 23 de junho de 2016

A viúva de Naim





A viúva de Naim

Assuero Gomes                                                                           








Cristão católico leigo da arquidiocese de Olinda e Recife


assuerogomes@terra.com.br

“Logo depois, Jesus foi a uma cidade chamada Naim, e com ele iam os seus discípulos e uma grande multidão.  Ao se aproximar da porta da cidade, estava saindo o enterro do filho único de uma viúva; e uma grande multidão da cidade estava com ela.  Ao vê-la, o Senhor se compadeceu dela e disse: ‘Não chore’.  Depois, aproximou-se e tocou no caixão, e os que carregavam pararam. Jesus disse: ‘Jovem, eu digo, levante-se!  O jovem sentou-se e começou a conversar, e Jesus o entregou à sua Mãe.”
Naim era uma pequena povoação nas imediações do Monte Tabor. Seu nome significa algo como ‘charmosa’. Imagino esta cena se passando no Planalto Central. Imagino na alegoria, a pátria amada como uma viúva que enterra seus filhos. Certamente ele morreu de morte matada, ou à bala ou à faca em algum cruzamento. Poderia ter sido de alguma das viroses epidêmicas que assolam a cidade de Naim. Ela chora, e seus conterrâneos choram com ela. É um cortejo fúnebre, pois sua descendência está morta, seu futuro e seu sustento imediato estão mortos.
Por sua vez outro cortejo chega a esse sítio. É um cortejo diferente. Embora não estejam rindo, estão caminhando a serviço do outro. São dois cortejos. Duas maneiras de caminhar. Um caminha para a morte. O outro para a vida. No primeiro era proibido até mesmo se tocar no caixão, pois tudo de um morto era impuro. A lei, o costume, a tradição o proibia. É a pureza ritual. A multidão acompanhava, mas não se podia fazer mais nada, apenas ouvir o lamento triste da mãe e ver suas lágrimas derramadas no derradeiro caminho.
No cortejo da vida não há nada impuro. Impuro é não ajudar, não acolher. Jesus não espera o pedido nem a súplica. Ele vê o sofrimento da mulher e toma a iniciativa. Toca o caixão. Nessa hora muitos o criticaram. Era um impuro também. Mas o caminho dele é o caminho do serviço e da vida. Não há excluído, por mais impuro que esteja, por mais morto que esteja.
Imagino, na minha alegoria, o dia em que a nação se encontre com a multidão das pessoas comprometidas com a vida, com o cuidar, com o acolhimento. Imagino a multidão que vai enterrar o filho da viúva, se encontrando no meio do caminho e estupefata vendo o que estava morto se levantar, e conversar, se abraçar finalmente com sua mãe, e retornarem ao caminho da vida.
Nesse dia, os que acompanhavam a morte sentir-se-ão compelidos a refletir sobre o que levou ao desfecho fatal, o filho da viúva de Naim. Uma viúva naqueles dias era uma pessoa totalmente fragilizada, pois a sociedade não permitia às mulheres, trabalharem fora de casa. O sustento econômico da família dependia exclusivamente do marido, e quando este morria, cabia ao filho homem essa função. A viúva nossa de cada dia, continua de certa forma excluída e explorada, e lá em nossa Naim seus direitos são subtraídos, pois o dinheiro que lhe seria destinado é desviado.

Há quem diga a ela, ‘não chore’, há quem até toque no caixão, mas não há quem soerga seu filho. Mais que fé, mais que alarde e orações, é necessário agir para que os fatores que levam à morte os jovens filhos da viúva sejam transformados em condições de vida, e vida plena!

quinta-feira, 16 de junho de 2016

Pêndulo de Foucault





Pêndulo de Foucault




Se considerar um ponto centrado ao nível do ponto de fixação do pêndulo (o teto do Panthéon, por exemplo), o pêndulo oscila sempre no mesmo plano (em relação a esse ponto); no entanto, a Terra gira em torno dele (o que é previsto pelas leis de Newton, e intuitivo se nos imaginarmos em um pólo). Em um referencial mais habitual, o da Terra, é então o pêndulo que vai sofrer uma rotação.




 Panteão francês, em Paris














Beleza, elegância unidas à ciência.