quarta-feira, 31 de maio de 2017

Macunaíma forma uma quadrilha




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Macunaíma forma uma quadrilha




Como naquela cidade havia muitos moradores nordestinos, muitos desempregados, muitos operários e operárias, a maioria participantes da paróquia e chegando o mês de junho e com ele as festas juninas, nosso herói foi chamado para participar. Dentre as atividades havia a formação de uma quadrilha para dançar o forró, como é de costume pelas bandas do Nordeste.
Nesse tempo também todas as atividades eram vigiadas.
Macunaíma mantinha uma relação quase promíscua com o delegado, e esse queria se inteirar de tudo.
Contava como estavam os preparativos para as festas, se haveria alguma manifestação política ou algum discurso (nessa época era proibido), se havia algum estranho infiltrado e assim por diante....
Em troca o delegado que prestava serviços particulares ao dono da siderúrgica, conseguiu dispensa de trabalho por quase uma semana para Macunaíma.
Foi assim que nosso Pai da pátria formou sua primeira quadrilha. Só para dar lembrar que também estava presente um grupo de catadores e coletores de lixo, que serão importantes num futuro próximo.
O amuleto continuava pendurado no pescoço do dono da siderúrgica, Piaimã. Uma espécie de sapo dourado em forma de falo.



(fotos do Google, texto uma livre adaptação baseada na obra de Mário de Andrade)

terça-feira, 30 de maio de 2017

Macunaíma se encontra com o delegado



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Macunaíma se encontra com o delegado



E estando na rede descansando e tomando canja de galinha com água fresca, foi surpreendido com a presença de dois araques de polícia.
Levaram-no imediatamente à presença do delegado.
Macunaíma reclamava e queria ver os documentos para seu encaminhamento coercitivo para a delegacia (naquele tempo não havia muito bem direitos humanos). O diálogo com o delegado, segundo testemunha de um dos araques foi o seguinte:
- O que você veio fazer pelas bandas daqui, seu preguiçoso?
-Nada doutor, vim atrás de meu amuleto...
-Amuleto porra nenhuma, vagabundo aqui não fica não.
-Estou procurando trabalho. Soube que tem uma vaga na siderúrgica...
-Você tem dois dias para arranjar esse emprego, senão boto você no xadrez e mando de volta para os Parintintins...
-Sim senhor doutor. O que o senhor quiser eu faço.


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Segundo relato de Macunaíma, tempos depois quando já estava louro foi assim que sucedeu-se:

-O que veio fazer pelas bandas daqui, seu preguiçoso?
- Me trate direito, pois direitos eu tenho. Sou cidadão e exijo respeito. Sua autoridade não me amedronta.
-Trabalha aonde?
-Vou me empregar na siderúrgica.
-Você tem dois dias para arranjar esse emprego.
- Você não tem autoridade sobre os trabalhadores desse país.

Não sabemos ao certo como se passou, o que se sabe é que se tornaram grandes amigos, e que a tudo Macunaíma servia ao delegado.

segunda-feira, 29 de maio de 2017

O Eldorado de Macunaíma, ou o lugar onde ele descobriu sua derradeira vocação...



O Eldorado de Macunaíma, ou  o lugar onde ele descobriu sua derradeira vocação...



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Nosso herói foi andando até uma cidadezinha perto de São Paulo, onde seu irmão Jiguê o encaminhou, orientando como encontrar seu talismã, que lhe fora dado por Ci, o grande amor da vida dele.
Chegando na cidade ele procurou uma paróquia da periferia, já que não havia circo, nem manicômio, apenas uma cadeia que vivia sempre cheia de vagabundos e de trabalhadores que faziam greve.
Nessa época o cacete comia frouxo, e o delegado nem gostava de trabalhador nem de vadio nem de maconheiro nem de padre. Eram tempos duros e a polícia mandava e desmandava.
A situação foi logo avisada a Macunaíma pelas beatas da paróquia que lhe arranjaram um quartinho com uma cama Patente, uma toalha limpa e um sabonete. Três dias sem tomar banho das sua longa caminhada.
- Macunaíma, você trabalha em quê?
- Sou detetive. Estou procurando uma joia que me roubaram, sem ela não tenho sorte.
- Enquanto você não acha, procure ali na funilaria que arranjam um trabalho para você...
- Estou doente, disse ele. Preciso de uma rede e de uma canja de galinha.
Assim as senhoras pobres daquele lugar lhe arranjaram tudo.
E arranjaram também uma grande dor de cabeça para ele...
Macunaíma contando as bravatas de matador de cobra a grande caçador, domesticador de onça e líder de seu povo no alto Xingu (jamais havia posto os pés lá), as velhinhas ficaram encantadas com a narrativa do nosso herói e disseram que ali havia uma grande siderúrgica cujo dono era um mostro chamado Piaimã e que ele trazia no pescoço uma oia parecida com o amuleto descrito por Macunaíma.
O caldo estava ficando quente para o indolente guerreiro do povo...



domingo, 28 de maio de 2017

Macunaíma encontra seu talismã




Macunaíma encontra seu talismã



No circo armado na Praça da Sé, Macunaíma fazendo amizade com os doentes mentais e com o pessoal da paróquia, viu ali uma oportunidade de não trabalhar.
Convenceu seu irmão Maanape que era trabalhador da metalúrgica e membro da paróquia a arranjar um lugarzinho para ele ficar ali perto morando de graça. Iria fazer as refeições no hospital psiquiátrico e para engrossar o caldo familiar chamou Jiquê seu outro irmão que vivia nas tribos falidas do Nordeste.
Foi a desgraça dos irmãos, pois Macunaíma acabou seduzindo as duas cunhadas e quando os irmãos saíam de casa Macunaíma ia lá e as faturava, mas isso é questão familiar e deixemos por hora esses conflitos do nosso herói, que acabou morando de graça, comendo de graça e se relacionando com as cunhadas de graça.
Cama, mesa e banho...Resultado de imagem para macunaíma e o talismã

É bem verdade que Sofará apanhava muito de Jiguê, pois ao invés de trabalhar ficava nas moitas com Macunaíma, tanto é que ele a deixou e casou com uma prostituta loura, muito bonita, que fazia ponto perto da praça da República. Seu nome era Iriqui, uma índia do Pantanal, mas seu cabelo era louro, louro, como uma propaganda de água oxigenada.
depois me lembrem de falar com Macunaíma mergulhou numa piscina de água oxigenada e saiu louro num terno Armani, mas isso é outra história.
A verdade é que o grande Macunaíma papou também Iriqui. Não escapava nada dele....
Traindo os irmãos e com a ajuda das cunhadas ele soube que o seu talismã, Muiraquitã, se encontrava numa cidade industrial na região da Grande São Paulo.
Com o tempo, o pai da nação, o grande líder, foi incorporando dentro dele o circo, o manicômio e a igreja. Com o talismã nada poderia segurá-lo nem detê-lo.

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(imagens do Google, livre adaptação 'midrash' da obra de Mário de Andrade)

 

sábado, 27 de maio de 2017

Macunaíma encontra um circo, um manicômio e uma igreja


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Macunaíma encontra um circo, um manicômio e uma igreja



Já em São Paulo e sem enfrentar o monstro que ele julgava estar com seu talismã, Macunaíma entrou num circo, desses mambembes que estava na Praça da Sé. Entrada grátis pois era 1o. de maio, e embora não trabalhasse, usufruiu dessa entrada gratuita. Além de vários trabalhadores e trabalhadoras estava aberta a porta para uns pacientes do manicômio.
Nosso herói observou as apresentações atentamente. Comeu pipoca de graça e algodão doce. Fez contato com alguns pacientes e como era falastrão ficou tendo um pouco a atenção da plateia. Foi gostando daquilo. ....


sexta-feira, 26 de maio de 2017

Macunaíma vai a São Paulo



Macunaíma vai a São Paulo



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Atrás de seu talismã que lhe daria sorte e ganharia muito dinheiro sem trabalhar, Macunaíma foi para São Paulo. Malandro ele roubou uma bicicleta e percorreu várias ruas procurando um monstro, que nos seus delírios parecia com um patrão gigante, que comia as criancinhas e que estaria com seu amuleto.
Quando encontrou finalmente o tal monstro numa metalúrgica, o nosso herói, ao invés de enfrentá-lo, procurou bajulá-lo, como se fosse um bebê, na vã ideia de tirar algum proveito e não ter que trabalhar. Macunaíma era cachaceiro, raparigueiro e deslumbrado com a riqueza alheia. Na metalúrgica enrolava os colegas operários e lhes roubava o almoço trazido de casa em insólitas marmitas.
Foi em São Paulo que o pai da nação se perdeu e se encontrou...

quinta-feira, 25 de maio de 2017

Filhos de Macunaíma, somos



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Filhos de Macunaíma, somos



Para entender o Brasil, é necessário entender Macunaíma, o protótipo do brasileiro.
O Brasil hoje é a tribo de Macunaíma manifestando seus dons.

Cada nação tem seu herói mítico. Roma, Rômulo e Remo, 

Grécia seus semideuses:

Aquilesparticipou do cerco da cidade de Tróia, ajudando na vitória grega. Era um excelente guerreiro, com muitas qualidades nesta área. Seu ponto fraco era o calcanhar. Morreu ao ser atingido neste local, por uma flecha arremessada por Paris. Este evento ocorreu durante a Guerra de Tróia. 

- Herácles (Hércules) - a força física era a principal qualidade deste herói. Suas façanhas estão presentes nas histórias sobre os Doze Trabalhos de Hércules. Derrotou monstros e cumpriu vários desafios que seriam impossíveis para os humanos. Era filho de Zeus e Alcmena.

- Teseu - venceu o Minotauro no labirinto de Creta.

- Agamenon - guerreiro valente e forte, foi o guerreiro comandante na Guerra de Tróia.

- Perseu - foi o herói que conseguiu decapitar a Medusa. 

Ajax - herói guerreiro que também atuou nas batalhas da Guerra de Tróia.

- Édipo: único a conseguir, com sua inteligência superior, decifrar o enigma da Esfinge. Tounou-se rei de Tebas.

- Cadmo: venceu o dragão que controlava a cidade de Tebas. 

- Atlanta: heroína grega que participou da caçada ao javali de Caridon.

Os nórdicos:  Odin, Thor, Buro, Loki, etc....

Inglaterra: Rei Arthur.

Povo judeu: Davi

França: Joana DÁrc

Brasil: Macunaíma

disse : MACUNAÍMA.

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Macunaíma


Macunaíma nasce e já manifesta sua principal característica: a preguiça. O herói vive às margens do mítico rio Uraricoera com sua mãe e seus irmãos, Maanape e Jiguê, numa tribo amazônica. Após a morte da mãe, os três irmãos partem em busca de aventuras. Macunaíma encontra Ci, Mãe do Mato, rainha das Icamiabas. Depois de dominá-la, com a ajuda dos irmãos, faz dela sua mulher, tonando-se assim imperador do Mato Virgem.  
O herói tem um filho com Ci e esse morre, ela morre também e é transformada em estrela. Antes de morrer dá a Macunaíma um amuleto, a muiraquitã (pedra verde em forma de sáurio), que ele perde e que vai parar nas mãos do mascate peruano Venceslau Pietro Pietra, o gigante Piaimã, comedor de gente. Como o gigante mora em São Paulo, Macunaíma e seus irmãos vão para lá, na tentativa de recuperar a muiraquitã. 
Após falhar com o plano de se vestir de francesa para seduzir o gigante e recuperar a pedra, Macunaíma foge para o Rio de janeiro. Lá encontra Vei, a deusa sol, e promete casamento a uma de suas filhas, mas namora uma portuguesa e enfurece a deusa. Depois de muitas aventuras por todo o Brasil na tentativa de reaver a sua pedra, o herói a resgata e regressa para a sua tribo. 
Ao fim da narrativa, vem a vingança de Vei: ela manda um forte calor, que estimula a sensualidade do herói e o lança nos braços de uma uiara traiçoeira, que o mutila e faz com que ele perca de novo – dessa vez irremediavelmente – a muiraquitã. Cansado de tudo, Macunaíma vai para o céu transformado na Constelação da Ursa Maior.

PERSONAGENS

- Macunaíma: é o protagonista do livro, "o herói sem nenhum caráter" e preguiçoso. Vive numa tribo na Amazônia e assume diversas faces. Ao mergulhar num poço encantado se transforma em um homem branco, loiro e de olhos azuis.
- Maanape: um dos irmãos de Macunaíma. Simboliza a figura do negro.  
- Jiguê: um dos irmãos de Macunaíma. Simboliza a figura do índio. 
- Sofará: mulher de Jiguê. Era bem moça, apanhava de Jiguê por ficar “brincando” na mata com Macunaíma enquanto devia trabalhar. 
- Iriqui: nova mulher de Jiguê. Era linda, mas também foi deixada por Jiguê quando este descobriu que ela também “brincava” com Macunaíma.  
- Ci: é a responsável pela peregrinação de Macunaíma, já que foi ela quem lhe deu a pedra Muiraquitã. Ela foi o verdadeiro amor de Macunaíma. 
- Capei: uma grande cobra que Macuína teve que enfrentar. 
- Piaimã: é o gigante que roubou a muiraquitã de Macunaíma. Torna-se a principal oposição do herói e motivo pelo qual ele parte em sua jornada para São Paulo. No final, o herói mata Piaimã e toma de volta a pedra.  
- Vei: é a representação do sol, apesar de ser mulher. Tem duas filhas e quer que Macunaíma se case com uma delas. Porém Macunaíma não fica com nenhuma de suas filhas
- Ceiuci: mulher do gigante. Era gulosa e já tentou devorar Macunaíma.


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movimento: Modernismo 

Ed. Literatura)











terça-feira, 9 de maio de 2017

Lula, o PT e o Flautista de Hamelin




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Lula, o PT e o Flautista de Hamelin

Conta a lenda alemã, posta em escrito pelos Irmãos Grimm, que na cidade de Hamelin na Idade Média, em torno do ano 1284, havia uma infestação de ratos. Eram os ratos que viviam escondidos e de repente tomaram a cidade, saindo de todas as tocas, esgotos e bueiros.
Os ricos e gordos burgueses, especialmente os donos de bancos e de construtoras, os investidores e os comerciantes de pedras preciosas e joias, estavam apavorados. Foram ao prefeito e exigiram uma providência imediata, não importava quanto, como ou onde fosse dada a solução, queriam-na o mais breve possível. Não podiam viver assim.
Foi quando apareceu um não-sei-quem dizendo-se caçador de ratos e que livraria a cidade se assim o pagassem, e bem pago.
Exigiu para cada cabeça de rato uma moeda de ouro e todos aceitaram o acordo, feito no centro do poder da Hamelin, nas caladas do dia.
O caçador de ratos pegou sua flauta e com uma doce e hipnotizante música saiu pela cidade, e os ratos o seguindo. No início algumas centenas, depois milhares. Ratos, ratazanas, ratinhos, guabirus, até ratos de laboratório foram atrás da música doce do flautista encantado.
Esse conduziu os ratos para o rio Weser e os afogou-os, sem pena nem piedade.
Com o sucesso da empreitada, o caçador de ratos foi até os poderosos e pediu sua recompensa. Os senhores, no entanto, não cumpriram a promessa alegando que não lhes trouxeram a cabeça de nenhum rato, então não poderiam pagá-lo.
O homem deixou a cidade por algum tempo. Todos se esqueceram dele até que um dia retornou. Tomou sua flauta e quando os adultos estavam na igreja, ele tocou e hipnotizou as crianças da cidade, algo em torno de trinta meninos e meninas, que o seguiram para fora da cidade e foram enfeitiçados e trancados numa caverna de onde jamais saíram.
Na cidade só ficaram os banqueiros, o empreiteiros, os ricos comerciantes, bem guarnecidos e guardados pelas muralhas, mas com uma tristeza imensa e um silêncio sepulcral.
A alegre e bonita Hamelin tornou-se como um cemitério rico. O flautista desapareceu para sempre na escuridão do esquecimento e as crianças nunca mais se soube delas.



Assuero Gomes