terça-feira, 8 de agosto de 2017

39 Minhas memórias da Igreja de Olinda e Recife 39

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39 Minhas memórias da Igreja de Olinda e Recife 39 



Em agosto de 1995, estive, a convite do Pe. Luiz Antônio, em Juazeiro da Bahia, para a festa da sua padroeira N.Sra. das Grotas. Fomos de carro, eu Luiz, os seminaristas Hugo, Helio e Gilvan do seminário de João Pessoa. Muito chão, mas valeu a pena. Fomos além de festejar a padroeira, nos encontrar com D. Paulo Evaristo Cardeal Arns. Amigo pessoal e quem ordenou Luiz Antônio em São Paulo.
Uma viagem longa de carro, mas no caminho tivemos oportunidade de conversar bastante sobre nossas história de vida, o que rendeu ótimos capítulos do livro Réquiem para um Bispo.
Chegando na véspera, pude desfrutar da companhia de D. Paulo, na casa ´palácio´episcopal. Sentamos lá mesmo na cozinha e conversamos muito e ele mostrou alguns livros dele e eu mostrei o Jornal Igreja Nova. Fiz uma entrevista muito boa, que publicamos no número de setembro deste ano.
Na celebração estavam também o bispo de Juazeiro, é claro e D. Paulo Cardoso (irmão de D. Cardoso) bispo de Petrolina.
Vocês sabiam que o único lugar no mundo, que eu tenha conhecimento, onde existem duas dioceses tão juntas, separadas apenas por uma ponte e de onde uma avista a sede da outra é Petrolina e Juazeiro?
A entrevista constou de reflexão sobre a Nova Era (no auge desse movimento), sobre a esperança para a situação do país, sobre a questão de bispos nomeados descomprometidos com o povo, e uma mensagem para Olinda e Recife. Lembro de uma frase lapidar que ele disse 'creio sempre que o povo converte o bispo'.
Nesse tempo, é bom lembrar, havia esperança de um futuro melhor para o país, e acreditávamos piamente que o PT com a bandeira da ética e do compromisso com o direito, a justiça social e as reformas, traria uma luz para a nação...
Algum tempo depois, na casa de Antonio Carlos, tive oportunidade de conversar com Plínio de Arruda Sampaio e ele me dizia "Assuero, temos que tomar a direção desse partido das mãos daquele pessoal de São Paulo, estão se desviando, estão assaltando o Partido. Eu escrevi o estatuto de meu próprio punho e agora veja o que está acontecendo..."
Foi a última vez que vi pessoalmente tanto D. Paulo quanto  Plínio.

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