quarta-feira, 9 de agosto de 2017

40 Minhas memórias da Igreja de Olinda e Recife 40


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40 Minhas memórias da Igreja de Olinda e Recife 40


O grupo Igreja Nova tornou-se um grupo eclético. Havia pessoas mais dedicadas ao jornal, outras às jornadas e algumas ao curso de teologia para leigos que depois batizamos de 'D. Helder' e que constava de palestras semanais, como já relatei no início dessas postagens.
Havia um núcleo que trabalhava mais no sentido de se dedicar a todas essas vertentes. A ideia de se aproximar de D. Helder e de sua obra e do IDHEC foi muito feliz e rendeu muitos frutos. A luta contra os desmandos de D. Cardoso continuava porque ele também continuava, foram mais de vinte anos.
Os jovens foram ficando mais 'velhos' e com as novas condições de vida (família, trabalho, estudos) foram se afastando embora admirassem à distância o nosso trabalho. Permaneceu apenas Fernandinho. No grupo, como em qualquer grupo humano, inclusive entre os apóstolos (havia um núcleo mais próximo a Jesus, Pedro, Tiago e João, e que disputavam o poder) houve uma crescente tensão entre duas participantes e eram as duas que mais trabalhavam. Isso me preocupou muito e chegamos até a fazer um encontro com uma psicóloga para trabalharmos mais essa questão, porém foi infrutífero. Tensões sempre haverão, conflitos e disputas emocionais, isso faz parte da natureza humana, o problema é quando prejudica o coletivo.
O jornal ganhava credibilidade e tínhamos colunas, artigos, reportagens, notícias e 'centelhas' que mostravam o lado secreto das paróquias e da arquidiocese. Colaboradores de nome nacional e até internacional. A tiragem aumentava. A cada mês eu saía distribuindo nas bancas de revista da Av. Guararapes (Banca Globo), na Torre, em Olinda, nas editoras Vozes , Paulinas,Paulus, na Unicap, em algumas paróquias (Espinheiro, Torre, Madalena, Boa Viagem, Piedade, Pina, Brasília Teimosa, Morro da Conceição, Belém, Campo Grande, Várzea, Franciscanos da rua do Imperador), enviávamos para padres de outras dioceses Paraíba, Maceió, Natal, Rio de Janeiro, São Paulo, ainda para o Canadá, França, Alemanha.
Distribuía ainda em diversas congregações e ordens. Nas saídas das missas e nos encontros católicos.
Conseguimos criar uma identidade própria. Preocupado e pensando que iríamos mais longe ainda registrei a 'marca' Igreja Nova no Instituto de marcas e patentes, na época na Cidade Universitária, que me custou muito pouco.
Três coisas ainda me preocupavam como grupo cristão: não estava havendo adesão de mais ninguém (sinal de fechamento), a espiritualidade como grupo e a ação concreta em favor dos pobres. Em contrapartida tínhamos um sistema de organização anárquico (no sentido de governança) a princípio, e não tínhamos nenhuma ingerência político partidária, também a princípio.



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